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Palavra do Papa



SÃO TOMÃS DE AQUINO

Queridos irmãos e irmãs,

São Tomás de Aquino é proposto pela Igreja como mestre de pensamento e modelo quanto ao reto modo de fazer teologia. Nascido na primeira metade do século XIII, no seio de uma família nobre e rica, fez os primeiros estudos na Abadia beneditina de Montecassino, seguindo depois para Nápoles, onde teve o primeiro contacto com as obras de Aristóteles.

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História

A Igreja de Nossa Senhora dos Remédios de Carcavelos, erguida em terreiro que outrora estava rodeado de quintas e vinhedos, é de construção simples de tipo rural e data muito provavelmente do século XVII.

O acesso ao templo é feito por um amplo adro, murado e com bancos de pedra incrustados à volta, situado a nível superior ao da rua.

Sobre a porta de entrada existe uma pequena janela rectangular, sendo o frontão, que se encontra separado do corpo da igreja por uma cornija saliente, de forma triangular, vendo-se sobre ele um óculo.

A cobertura é de duas águas e, no vértice desta, tem uma cruz assente em duas volutas.

A torre sineira, muito simples, situa-se do lado esquerdo da fachada.

A igreja é de uma só nave rectangular, a qual é coberta em abóbada de berço, sendo o corpo da capela-mor separado do corpo do transepto por um arco de volta inteira.

O altar-mor tem três nichos, um central (o maior) e dois laterais.

O cruzeiro tem como cobertura uma cúpula com pequeno zimbório que assenta sobre trompas.

O templo passou por várias fases e, naturalmente, sofreu as consequências dos movimentos de diferentes épocas que atravessaram história da sua existência.

As maiores atribulações ocorreram sobretudo no decurso decorrer do século XIX e princípios do século XX, chegando mesmo ao ponto de, por falta de meios, não haver possibilidades de nomeação de Pároco, como o prova o pedido de informação a esse respeito feito em 1804 pelo Conde de Vila Verde, em nome do príncipe regente.

Tal indagação, à época, assim rezava:

“Dizem o Juiz e mais paroquianos da igreja de Nossa Senhora dos Remédios do Lugar de Carcavelos, termo da Vila de Oeiras, que tendo a regalia desde o tempo imemorável de apresentarem os párocos na mesma igreja como até agora têm praticado; é certo que a sua estabilidade em dar cada casal 600 reis anuais, 300 reis os solteiros e viúvos e 1200 reis cada uma quinta que na mesma freguesia existe.

Com o decurso dos anos tem feito em tudo visível mudança, chegam por isso os fogos a ser menos de noventa e cheios de tanta indigência e os mais deles nada pagam nem podem a isso ser compelidos em razão da sua própria mizerabilidade.

Esta circunstância com o terníssimo fruto da esmola e com a certeza de ainda no suposto que todos os fogos nunca podiam estabelecer uma côngrua ao Padre para poder subsistir à face dos poucos fogos porque a mesma freguesia se compõe, faz com que toda esta se padeça não haver pároco que queira prezistir sem que lhe faça uma côngrua capaz de que se alimente e trate com a devida decência e de que igualmente possa auxiliar a qualquer freguês na modéstia ou extrema necessidade em que o veja para assim preencher os deveres das suas paroquiais obrigações.â€

Em 1878 a Junta da Paróquia de Carcavelos toma posse dos bens da extinta Irmandade do SS. Sacramento da freguesia de Nossa Senhora dos Remédios de Carcavelos, extinção efectuada em 10 de Fevereiro de 1870.

Entretanto, a degradação do templo acentua-se de tal forma que só mercê de alguns auxílios de particulares se conseguem pequenos serviços de conservação, chegando a Junta de então (1902) a lançar uma derrama para o “custeamento das despesas do cultoâ€, derrama que foi imediatamente abolida logo que se deu a implantação da República, tal como foi abolida uma gratificação que existia destinada ao sacristão.

Carcavelos ficou nessa altura sem pároco e sem sacristão, sendo a igreja fechada. Assim esteve durante largo tempo, chegando-se a ventilar o desarmamento do templo, que “estava quase todo inutilizado por falta de tratamento e limpezaâ€.

Em 1913, a igreja sofre um assalto e a destruição de imagens e de objectos importantes, pelo que dela foram retirados os de mais valor, solicitando a Junta autorização para a sua venda, assim como, dado o estado em que a igreja se encontrava, para ali se instalar uma escola, após os necessários trabalhos de adaptação.

As peripécias à volta do templo e do seu recheio sucederam-se e aventa-se até a hipótese de aquele servir de armazém, o que ainda chegou a acontecer.

Felizmente, no meio de tanta barafunda, em que os próprios sinos foram vendidos, uma magnífica e clarividente resolução foi tomada pelo administrador do Concelho em 1918: â€chama a atenção da Junta para que não seja permitida a deslocação ou deterioração dos azulejos existentes na igrejaâ€.

Quem sabe se não teria sido tão providencial quão inteligente atitude e decisão que fez com que os painéis chegassem até aos nossos dias!

(Fonte: Registo fotográfico de Carcavelos e alguns apontamentos histórico-administrativos; Jorge Miranda, Guilherme Cardoso, Carlos A. Teixeira, Edição da Câmara Municipal de Cascais, 1988)

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